mas é só idealismo
- o que restou, claro... o que restou.
desse não abro mão
e que venham com
filosofias
fé
conveniência
normalidade
- não abro mão.
não abro mão
da não companhia
confortável aos que pensam:
pensar a vida,
o futuro,
o caminho próprio
(espalhafatar-me-ia se pensasse
o caminho a dois
antes de assimilar o meu próprio).
basto-me e me curto,
ouço minha voz em pensamento e dialogo
observo tudo
perscruto todos
seleciono.
não abro mão da seleção!
selecionarei até que o valha a vida
e seguirei pelo caminho
- é o que vai importar, no final das contas:
seguir
pró
seguir
enquanto brilhar o sol
enquanto ferver a água do café
("pouco ou muito açúcar, lindona?")
havendo ou não
interlocutor.
que venha, é claro!
é o desejo.
mas, vindo,
que a deseje
que a admire
que a queira
o caminho próprio
(espalhafatar-me-ia se pensasse
o caminho a dois
antes de assimilar o meu próprio).
basto-me e me curto,
ouço minha voz em pensamento e dialogo
observo tudo
perscruto todos
seleciono.
não abro mão da seleção!
selecionarei até que o valha a vida
e seguirei pelo caminho
- é o que vai importar, no final das contas:
seguir
pró
seguir
enquanto brilhar o sol
enquanto ferver a água do café
("pouco ou muito açúcar, lindona?")
havendo ou não
interlocutor.
que venha, é claro!
é o desejo.
mas, vindo,
que a deseje
que a admire
que a queira
que eu queira
me entregar.
E. N.
me entregar.
E. N.
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