Oro a outros deuses por não entender o porquê de o meu ser tão permissivo. Não confunda: não me sinto livre, sinto-me largado. Ao mendigo que busca encontrar o verdadeiro nome do Senhor é dada a explosão cósmica de um nirvana; ao inconveniente bêbado que chora por uma chance, uma linda oportunidade de recomeço, um encontro inesperado com o amor; à sonhadora viajante que se frustra com o rosto triste do conceito de vida bela, o curso, a chance, o enlace dos sonhos.
Meu deus.
Meu clamor, meu choro, minha frustração. Carregue-os como fitas amarradas no seu divino dedo e volta teu olhar ao seu poeta - que tanto esperou, que tanto espera.
2 comentários:
Olá, Elias. Tudo bem?
Parabéns por essa trilogia. Belas orações de amor a escrita.
Está escrevendo cada dia melhor!
Daniele
ex-IFSP
obrigado por expressar sua interpretação, Dani!
essa trilogia foi escrita numa tentativa de me apegar ao amor pela escrita sim, mas por sentir que a qualquer momento eu poderia largá-la - ah, fatores externos e internos, escamoteados pelos textos.
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