Não será o olhar frio do ministério burocrata oficial da seleção exclusionista que mudará um fio de nada do meu tudo. Vestindo meu pijama, acendendo a luminária, sentado à escrivaninha, são essas as armas com que luto - escreverei enquanto houver papel e com o que marcá-lo. Mas olho para o céu em ato de fraqueza, em tentativa de humildade. Eu oro ao deus do contraste causador da leitura, à divindade suprema da assimilação de semântica, à deusa pungente do julgamento valorativo... oro e peço à todos o perdão da crase indevida e minha tardia coroação. O rei da escrita assim, como agora.
O olhar em secreto revelado a pelo menos o ator do ato oculto é o mínimo que um ser humano artístico necessita. Esta é minha prece em fervor sincero.
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