Sonata em soneto

O véu de nuvens em desfazimento
revela em transparência a tua face:
Palidez sensata, aguarda o momento
em que o sol, já desperto, a traspasse.

A distância terra a céu de indumento
serve à nossa sina, como ousasse
quebrar o que de certo foi intento
daquele que de todos fez enlace.

Seria amar se não fosse perder-te;
escrever – se é chorar em palavras
choro, desatino, tento amover-te!

Que virá? Quem virá? Lua minguante
É olhar para o céu, cantar oitavas
e arder, a sabor do vento errante.

E. N.

3 comentários:

Virginia disse...

Ei Elias..
eh a menina com quem vc falou no onibus...
queria agradecer pelo poema!
vc escreve muito bem e tb gostei muito do site :)
beijos

Elias disse...

então é este seu nome!

obrigado mesmo pelo seu comentário, Virginia, muito gentil e motivador ;) eu é que agradeço pela conversa tão inusitada aquele dia, haha.

depois conversamos melhor, pessoalmente ou por email (está no perfil completo). até mais!

Mayara Leal disse...

Oii Elias, é a Mayara do Pv.
Como eu ja disse, eu simplesmente amo os seus textos, são lindos, a sua facilidade de escrver é incrivel! Eu te admiro muito! Parabéns!!
Faz tempo que não conversamos, saudades!
Beijinhus